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AUSTRALIAN OPEN - Ótima opção entre os Grand Slams

 

 Foto: Marcos Antunes

Colaboração texto e fotos: Marcos Antunes

 

Se você é amante de tênis e está pensando em assistir a um Grand Slam, veja o relato da nossa experiência no Australian Open de 2014.

 

TÓPICOS ABORDADOS:

- ROTEIRO

- O AUSTRALIAN OPEN

- INGRESSOS

- TRANSPORTES

- MELBOURNE

- VISTO

- AS VIAGENS

- PERÍODO DA VIAGEM

- HOSPEDAGENS

- DUBAI

- RESUMO DA VIAGEM

 

 

Colaboração: Marcos Antunes

 

Assistir a um Grand Slam é o sonho de muita gente que gosta de tênis. E era o meu também. Pesquisando sobre os quatro torneios achei que a melhor opção, para quem vai assistir, era o Australian Open. Em primeiro lugar porque, pelos relatos, ele é o mais animado e, depois, porque é um torneio em que é possível conseguir ingressos em bons locais através do próprio site do torneio. Outra vantagem é que ele acontece no período de férias do Brasil.

 

O problema, para quem mora no Brasil, é a distância até a Austrália. Mas dá para aproveitar a viagem e conhecer o país ou fazer alguma parada em um local intermediário. Acabei não rodando pela Austrália pois minha prioridade era, realmente, ver o torneio. E com esse objetivo montei o roteiro abaixo.

 

ROTEIRO

Dia 10/01 - Viagem Rio de Janeiro - Dubai

Dia 11/01 - Viagem Dubai - Melbourne

Dia 12/01 ao dia 26/01 - Melbourne

Dia 27/01 - Viagem Melbourne - Dubai

Dia 31/01 - Viagem Dubai - Rio de Janeiro

 

O Australian Open tem a duração de 14 dias. Como a viagem RJ-Melbourne é muito longa, tentei procurar alguma cidade no meio do caminho como pit-stop.

 

São poucas opções de voo para Austrália, mas para mim a melhor foi a Emirates, com Dubai como pit-stop. Optei por alguns motivos

 

  • Interesse em conhecer Dubai, pois talvez fosse minha única chance de conhecer essa cidade. Acho que não faria uma viagem específica para Dubai.

  • Nome da empresa Emirates.

  • Sede da Emirates fica em Dubai, onde possuem um terminal próprio. Portanto muitos voos deles passam por lá.  

  • Viagem fica perfeitamente dividida em dois vôos de 13 horas.

  • DICA IMPORTANTE: A Emirates oferece, em alguns casos, estadia no Copthorn Airport Hotel por um dia, com tudo pago por eles. Esse serviço é oferecido a passageiros que estejam fazendo conexão em Dubai superior a 8h e inferior a 24h. Achei ótimo para descansar um pouco (no meu caso, conexão de 12 horas). O nome do serviço é Dubai Connect.

 

Na hora de comprar as passagens, percebi que na ida deveria esperar uma conexão de 12 horas (o que me daria a opção de um quarto pago pela Emirates), mas na volta a conexão era menor. Portanto resolvi viajar direto para Austrália usando o serviço grátis de hotel, e na volta parar 3 dias em Dubai. É bom checar com a Emirates pois existem vários voos saindo de Dubai para Melbourne.

 

Os voos foram estes (com o Dubai Connect na ida):

 

IDA

Rio de Janeiro - Dubai - EK248 - conexão de 11h 25min

Dubai - Melbourne - EK406

 

VOLTA

Melbourne - Dubai - EK407 - parada de 3 dias em Dubai

Dubai - Rio de Janeiro - EK247

 

MAIS UMA BOA DICA: Com estes voos ganhei 22750 milhas o que, muito provavelmente, dará a você a oportunidade de fazer um voo grátis de ida e volta dentro da América do Sul por algum parceiro da Emirates.

 

O AUSTRALIAN OPEN

 

Experiência única para quem curte tênis. Confirmei no local tudo que havia lido a respeito. O astral do torneio é excelente. Muita gente jovem disposta a curtir o evento e não só ver os jogos. como também fazer festa. Os australianos torcem bastante para seus tenistas o que aumenta ainda mais a animação nos jogos deles. Ainda não tive oportunidade de ver os outros Grand Slams para poder comparar, mas o Australian Open é ótimo.

 

IMPORTANTE:

- Protetor solar e boné. SEMPRE !! Caso esqueça, a organização do torneio vende dentro do complexo.

Foto do telão mostrando partidas suspensas neste dia devido ao calor excessivo. (Foto: Marcos Antunes)

- A organização é bem preocupada com a questão do calor. Nos corredores das quadras Central, Hisense e Margaret Court têm ar-condicionado. Bom lugar para descansar um pouco. Tem barracas com frutas e bebedouros em todos os lugares.

 

INGRESSOS

 

Clique ao lado no site oficial para informações sobre ingressos: INGRESSOS

 

- Comprei ingresso no próprio site do evento. Caso queira ver mais de um dia, talvez seja interessante comprar um dos pacotes oferecidos.

- Existem três tipos de ingresso:

Quadra Central (permite a entrada na quadra central com lugar marcado e em todas as outras outras quadras por ordem de chegada, com exceção da Margaret Court Arena).

Foto tirada do local do meu ingresso durante a final masculina (Nadal x Wawrinka). Paguei cerca de US$ 250.00 por ingresso comprando um pacote com ingressos para as semi-finais e finais (4 ingressos). (Foto: Marcos Antunes)

Margaret Court Arena (permite a entrada na Margaret Court Arena com lugar marcado e em todas as outras quadras por ordem de chegada, com exceção da Quadra Central).

Quadras externas (permite a entrada em todas as quadras por ordem de chegada com exceção da Quadra Central e Margaret Court Arena). Normalmente todos os torneios de tênis funcionam nesse esquema.

Essa é a melhor dentre as quadras externas. A que cabe mais espectadores. Acima dessa só as 3 arenas principais. (Foto: Marcos Antunes)

- Eu fui em todos os 14 dias do evento. Na primeira semana vale muito a pena comprar ingresso para as quadras externas. Vários jogos o tempo todo. Na segunda semana, os jogos começam a ficar concentrados nas duas maiores quadras, com ingressos exclusivos.

 - Quem comprar ingresso diurno pode entrar no complexo de manhã e ficar o dia inteiro. Quem comprar ingresso noturno, só poder entrar algumas horas antes do início da sessão noturna.

- Nos eventos de Grand Slam, os jogadores jogam em dias alternados. Como era meu primeiro torneio de tênis, quis garantir que veria, pelo menos, um jogo do Federer, do Nadal e do Djokovic. Para isso, comprei 4 ingressos para os 4 primeiros dias (1 para cada dia). Todos da quadra central e diurnos. Os jogadores jogam em dias intercalados, então esses quatro dias correspondem às duas primeiras rodadas. A organização costuma alternar os jogadores de sessão nas duas primeiras rodadas. Exemplo: Federer joga a primeira rodada de dia e Nadal de noite no mesmo dia. Na segunda rodada Federer joga de noite e Nadal de dia.

- Muitos jogadores, com exceção dos medalhões, andam normalmente pelo complexo. Alguns até assistem aos jogos dos colegas sentados na arquibancada junto aos torcedores.

Os atletas brasileiros, principalmente Bellucci, Bruno Soares e Marcelo Melo foram bastante receptivos com os torcedores brasileiros que estavam no evento.

- Para acompanhar o andamento do torneio, eles oferecem um app oficial com programação e resultados ao vivo. Os telões das quadras também passam as parciais dos outros jogos. Você pode assistir a um jogo na quadra 15 e ficar controlando o jogo da central, e só ir pra lá na hora de ver o jogo que quiser.

- Se você for comprar artigos oficiais nas lojas, faça isso nos primeiros dias de evento. Os melhores produtos acabaram no meio da segunda semana.

- Torneio de tênis é um evento muito maior que só uma quadra central. Não fique preso nela o tempo todo. Explore o complexo. As quadras externas parecem quadras de clube. Você fica muito próximo dos jogadores. E de grandes jogadores

Visão geral do complexo com as quadras externas e, ao fundo, as quadras principais. (Foto: Marcos Antunes)

- Tente se alimentar em horários não muito óbvios para evitar filas. Eu almoçava às 11h e voltava pra comer mais alguma coisa por volta das 15 horas.

- Todos os jogadores treinam nas quadras externas, o torneio coloca no site a programação de treinos na noite do dia anterior. Vale a pena, também, ver algumas sessões de treino dessa turma. O negócio é puxado.

Durante os treinos, com um pouco de sorte, você até consegue um autógrafo de algum jogador. (Foto: Marcos Antunes)

Muitas pessoas costumam ir embora antes de acabar os jogos na sessão noturna, e é comum eles darem os ingressos para as outras pessoas. Um casal me ofereceu o ingresso deles em um dos dias. Estava com um amigo também brasileiro vendo os jogos no telão do lado de fora da quadra central.

- Você pode sair e voltar para o complexo no mesmo dia com o mesmo ingresso, basta passar no leitor de código de barra na hora da saída. MAS ANTES PERGUNTE PARA UM VOLUNTÁRIO DO TORNEIO SE O ESQUEMA AINDA É O MESMO. Meu torneio foi em 2014, podem ter mudado.

Consegui comprar ingresso para as quadras externas no dia do evento na quinta e na sexta. No final de semana foi mais difícil, tive que esperar algumas pessoas saírem do complexo para eles liberarem mais ingressos.

- No centro da cidade, na Federation Square, tem um telão onde passam os jogos do torneio. Vale a pena passar lá um dia, principalmente se estiver sem ingresso e com um australiano jogando a partida. Foi bem divertido.

 

TRANSPORTE

 

O meu hostel ficava na Federation Square. Dá pra ir a pé para o complexo onde acontece o torneio (10 minutos), mas o patrocinador do evento oferecia um serviço de bicicleta grátis (tipo uma carruagem com espaço para duas pessoas). Também dá para pegar o tram para o complexo. Deixa na porta de entrada (mas pelos fundos do complexo).

 

Não há necessidade de alugar carro ou pegar táxi em Melbourne. É possível fazer tudo a pé ou usando os "trams" (‘bondinho’). Para usar os "trams" basta comprar o cartão (o nome é Myki)  do transporte público em qualquer loja da rede 7 Eleven (tem uma na Federation Square).

 

 MELBOURNE

 Foto: Marcos Antunes

Uma cidade que, realmente, merece estar entre as melhores do mundo para se viver, como tem sido escolhida em várias pesquisas especializadas. Tudo funciona muito bem.

 

Melbourne tem um sistema de ajuda ao turista muito interessante. Diversos aposentados são contratados para ajudar os turistas. Eles ficam espalhados pela cidade, mas tem um centro de ajuda ao turista na Federation Square. Lá eles passam dicas, mapas, e outras informações.

 

Quem gosta de esporte não deve trocá-la por cidade nenhuma do mundo. Além de eventos importantes, como o Australian Open e Fórmula 1, ainda possui diversas instalações abertas ao público para prática de esportes. E são instalações que muitos clubes nossos não possuem.

 

Este campo de grama sintética fica na rua. E existem mais uns dois ou três ao lado desse. Qualquer pessoa pode acessá-los. (Foto: Marcos Antunes)

 

 Foto: Marcos Antunes

Esta área para a prática de basquete fica no Melbourne Sports and Aquatic Centre. Você gostou ? Pois neste Centro existem 10 quadras como essas e outros similares para a prática de tênis de mesa (27 mesas), natação (piscina olímpica), squash (10 quadras), voleibol (3 quadras), badminton (12 quadras) entre outros esportes. Neste local são realizadas várias competições, algumas internacionais, mas as quadras também podem ser alugadas para uso quando não estão sendo usadas. 

 

VISTO

 

Para a Austrália não é necessário visto. Precisei apenas de comprovante internacional de vacina contra febre amarela.

 

É necessário visto para a entrada nos Emirados Árabes e é bom checar bem o seu caso pois existem algumas regras específicas. O visto não é emitido pelo consulado, como normalmente acontece. Ele é solicitado para você pela companhia aérea ou pelo seu hotel, por exemplo.

 

No site da Emirates há um link que direciona você para a empresa que presta esse serviço caso você compre a passagem com eles.

Clique ao lado para acessar o link fornecido pela Emirates - VISTO DUBAI 

 

Caso a estadia em Dubai seja de menos de 96 horas o passageiro pode solicitar um visto de trânsito que serve para fazer conexão ou mesmo ficar na cidade dentro das 96 horas. Fique atento pois entre a emissão do visto e a sua entrada na cidade existe um prazo. Consulte a empresa que estiver fornecendo o visto para você.

 

Outro detalhe que merece atenção é que no meu caso, por exemplo, como os vistos foram emitidos para um período máximo de 96 horas, eu precisei de um visto para a conexão, na ida, e outro para os três dias que passei, na volta. O primeiro foi feito diretamente pela Emirates através do serviço Dubai Connect e o preço já estava incluído na passagem. E os dois vistos não podem ser emitidos ao mesmo tempo. Só foi possível emitir o segundo visto após o uso do primeiro.

 

Se você vai apenas fazer conexão em Dubai e não vai sair do aeroporto, não há necessidade de visto.

 

Existem também vistos para períodos maiores do que 96 horas.

 

No link abaixo você encontrará uma boa explicação sobre todos os tipos de visto, inclusive para quem não vai viajar pela Emirates. O link é do site MELHORES DESTINOS, também sobre viagens.

http://www.melhoresdestinos.com.br/visto-dubai.html



AS VIAGENS

 

As viagens entre Dubai e Rio de Janeiro foram cansativas, como qualquer voo extremamente longo. Mas para minha surpresa, entre Dubai e Melbourne foram bem mais tranquilas. Nessa etapa da viagem, o avião foi o A380, aquele avião imenso de dois andares.

 

Dentro do avião tudo foi muito bom. Algumas opções de comida, espaço suficiente para as pernas (tenho 1.80m), entretenimento com filmes, shows, jogos on demand…

 

PERÍODO DA VIAGEM

 

Viajei entre 10/01/2014 e 31/01/2014. Peguei muito calor em ambas as cidades. Impossível andar pela rua sem protetor solar e boné. Porém como venta muito, peguei alguns dias bem frios durante a noite.

 

HOSPEDAGENS

 

Greenhouse Backpackers Melbourne

 

Resolvi me hospedar em um hostel pelo preço, mas como queria um pouco de privacidade, escolhi um quarto individual mas sem banheiro privativo. O quarto é bem simples. tem aproximadamente 9m2. Cama beliche simples e um armário. Como ficava apenas para dormir, foi o suficiente. O banheiro era coletivo, mas era muito bom. Sempre limpo, boxes separados para banho. Achava que o banheiro coletivo seria um problema, mas estava errado. A área comum era bem legal, mesas de bilhar, computadores, máquinas de lavar roupa, televisão.

 

site: http://www.greenhousebackpacker.com.au/

 

 

DUBAI

 

 Foto: Marcos Antunes

Como dificilmente acho que sairia do Brasil para fazer uma viagem específica para Dubai, em vez de fazer o voo de volta direto da Austrália para o Brasil, optei por fazer uma parada de três dias na cidade.

 

O calor é muito forte.

As construções impressionam pelo tamanho. Tudo é muito bonito. Excelente para fotos pois tudo é muito bem cuidado e projetado para ser um local turístico. A ostentação é grande e impressiona.

Fiz os passeios tradicionais: O Shopping MALL OF THE EMIRATES que tem a pista de esqui na neve. Fui ao topo do Hotel Burj Khalifa. Vi o show de águas que acontece no Shopping citado acima e ainda fiz o passeio pelo deserto, onde o pessoal anda de camelo, come pratos típicos e assiste a um show de dança.

 

 

RESUMO DA VIAGEM

 

Melbourne é uma cidade muito bonita e muito bem organizada. Eles valorizam muito a qualidade de vida dos moradores e deu para perceber isso mesmo ficando lá apenas duas semanas. 

 

Ver um Grand Slam foi uma experiência incrível. Vi os melhores jogadores do mundo fazendo o que podem fazer de melhor. E eu ainda dei sorte de ver o CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS - Federer x Nadal - da primeira fila. Se você curte tênis vale a pena gastar um pouco para ter essa experiência. Voltei de lá com vontade de ver mais algum dos outros três.

 

Se eu tivesse que fazer uma comparação eu diria que o Australian Open é a Disney para quem gosta de tênis.

 

Uma coisa que eu faria diferente seria com relação ao meu roteiro. Se eu fizesse essa viagem novamente, até pela distância do Brasil à Austrália, aproveitaria para programar alguns passeios também por Sidney e por algumas cidades de praia que também parecem ser muito bonitas. Valeria a pena ter sacrificado uns dois ou três dias do torneio para fazer alguns passeios.

Para quem gosta de tênis em breve colocaremos em nosso site o Tour que fizemos em Roland Garros

 

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